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Este trabalho visa a relatar uma experiência de Estágio de uma estudante de graduação em música da Universidade Federal do Ceará, na Unidade Universitária Núcleo de Desenvolvimento da Criança, com crianças de 03 e 04 anos de idade, nas turmas do Infantil 03 e 04. O foco deste artigo é mostrar uma proposta de musicalização infantil que objetivou a integração entre o movimento corporal, a voz e a música, trabalhando os parâmetros sonoros e o encantamento que a mesma pode proporcionar. A apresentação dos resultados denota os episódios que identificam momentos importantes onde a música e as atividades, em geral, moveram o interesse e engajamento das crianças, fomentando o protagonismo infantil.

Introdução

Este artigo surgiu da minha experiência na disciplina de Estágio Supervisionado do Curso de Licenciatura em Música, da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Rogério e foi desenvolvida na Unidade Universitária Núcleo de Desenvolvimento da Criança (UUNDC).

A UUNDC é uma unidade universitária federal de Educação Infantil com função acadêmica baseada na indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão, que atende crianças de 02 anos e meio a 05 anos e funciona na UFC, dentro do campus do Pici, em Fortaleza. A unidade foi fundada em 1991 para contemplar filhos de professores, funcionários e alunos da referida instituição. A mesma segue uma proposta pedagógica construtivista[1] e sociointeracionista[2], propondo-se a favorecer o desenvolvimento integral da criança, levando em consideração os aspectos psicomotores, linguísticos, cognitivos, éticos, sócio-afetivos, culturais e artísticos, em complementação à ação da família.

A partir da premissa da formação integral da criança, a proposta desenvolvida na disciplina de Estágio Supervisionado intencionou a contribuição da música na tentativa de incentivar a sensibilidade, expressividade, sociabilidade, valorização da autoestima e as habilidades cognitivas inerentes à mesma. Assim, tomou-se como objetivo oferecer aos estudantes uma proposta de musicalização infantil baseada na integração entre movimento corporal, voz e música, trabalhando os parâmetros sonoros e o encantamento que a mesma pode proporcionar. “Ensinar e aprender não podem dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria” (FREIRE, 1996, p. 160).

Para melhor entender o termo encantamento usado neste trabalho serão citadas abaixo as palavras de Araújo, que defende a Pedagogia do Encantamento:

Concebo o estado de encantamento, com seus matizes pedagógicos, em sua expressão de entusiasmo e de apaixonamento, de contenteza e de alumbramento, como expressão das in-tensidades existenciais em que jorra o elã do pathos que co-move e con-voca (sic); que, assim, faz despontar o espanto e a admiração impulsionando a imaginação e o espírito criantes. Portanto, não me refiro a um estado de encantamento que se confina apenas na sua expressão de deslumbramento como mero desbunde extático, como borbulhação espumante que pode anestesiar e cegar, que se dissolve em si mesmo (ARAÚJO, 2008, p. 218).

As informações foram colhidas de análises de relatos escritos por mim na plataforma virtual Sócrates[3], oriundas da experiência de 04 semestres letivos, durante os anos de 2012 e 2013, divididos em 52 encontros, que duravam duas horas, uma hora por turma, na frequência de um encontro por semana. O trabalho de musicalização foi desenvolvido em turmas de Educação Infantil (Figura 1): Infantil III, com crianças de 03 anos; e Infantil IV, com crianças de 04 anos, cada turma com 17 estudantes. Também foram analisados registros em vídeos, fotos, além da observação do comportamento e fala das crianças e depoimentos dos professores e diretores.

FIGURA 1 – Crianças do Infantil 04 participando da vivência “A Casa”, título da música de Sérgio Bardotti/ Vinícius de Morais.

Fonte: Arquivo pessoal

Para o desenvolver das atividades foram utilizados alguns métodos baseados na minha própria experiência como educadora musical. Algumas delas vieram de métodos diferentes, como: o “Colorindo Sons” (volume I e II) de Elvira Drummond, Palavra Cantada e outras de experiências práticas aprendidas em minha passagem pela Associação de Corais “Canto em cada canto”, pelo Centro de Educação Espírita “Solar dos Girassóis”, pelas Escolas da Rede Pública do Município de Fortaleza, Escola Livre de Música Tom Maior e Escola de Artes Viva Música Viva.

A partir desta concepção de educação musical (musicalização infantil), onde há uma mescla dos elementos (corpo, movimento, voz, encantamento, ludicidade, interdisciplinaridade) e para embasar este trabalho foi feita a escolha de dois autores que refletem sobre essas categorias: o compositor e educador musical Èmile Jacques-Dalcroze, em seus estudos de educação musical e movimento corporal, e o filósofo e médico Henri Wallon.

Corpo e aprendizagem

A concepção de Jacques-Dalcroze nos leva a perceber que as primeiras experiências musicais são da ordem motora. Para a criança é muito espontâneo que a percepção sonora se traduza motoramente, fato que também, costuma fazer com que a mesma sinta prazer com a experiência motora.

Dalcroze observou que a movimentação natural das crianças (andar, correr, saltitar, balançar), podem expressar os elementos musicais. Para ele, a consciência rítmica (base do conhecimento musical), é alcançada através do movimento do corpo, não sendo, portanto, possível pensar em ritmo sem que se pense em um corpo em movimento. A partir dessa ideia, o educador elabora os princípios que irão fundamentar sua proposta de educação musical: a Rítmica.

A Rítmica compreende uma estimulação da atividade motora através de eventos musicais. Ela exige a dimensão corporal, bem como a mental, utilizando-se de uma escuta ativa, onde a educação musical se dá por uma educação corporal, ao mesmo tempo em que, a educação corporal se dá pela educação musical.

Na perspectiva dalcrozeana, o corpo torna-se um meio profícuo para se vivenciar a dimensão temporal da música. Para o autor, a construção do conhecimento musical se dá a partir do despertar pessoal e corporal:

Se quisermos criar uma ginástica especialmente rítmica, ou seja, capaz de proporcionar ao corpo uma realização fluente de todos os seus ritmos e movimentos, isso significa não apenas habituar braços e pernas a se moverem num certo tempo, mas ainda variar as durações, proporcionar a cada músculo uma capacidade de contração e relaxamento num tempo rápido ou lento, combinar contrações lentas de um membro com contrações rápidas de outro. Será preciso, em seguida, variar os graus de energia dessas contrações, habituando cada parte do corpo a efetuar, com o mínimo de resistência, os crescendo e os decrescendo de inervação, e depois combinar um crescendo de inervação de um membro com um decrescendo de inervação de outro. Será preciso colocar braços e pernas em condições de executar movimentos contrários. Será preciso, por fim, graças a uma educação dos centros de inibição, tornar o corpo capaz de interromper subitamente o fluxo do movimento e, em seguida, variá-lo. Tudo isso será realizado juntamente com o cultivo, no aluno, de um grande número de hábitos motores novos, ou revivendo aqueles que por um longo tempo encontravam-se adormecidos. Será preciso ainda diminuir o tempo perdido entre o “sim” ordenado pelo cérebro e o “não” dos músculos antagonistas, e eliminar toda e qualquer intervenção inútil dos elementos estrangeiros à ação. Em resumo, ensinar o indivíduo a observar claramente o que se passa em si mesmo, a realizar com agilidade e precisão aquilo que ele imagina e, graças à supressão das resistências inúteis, a desenvolver a calma, a segurança e a força imaginativa do pensamento (Dalcroze apud MADUREIRA, 2008, p. 72).

O segundo autor, Henri Wallon, trata sobre a motricidade, entendendo-a, no caso da criança, da mesma forma que a psicomotricidade, a qual analisa o homem (seu mundo externo e interno) e sua relação com o movimento corporal.

Para Wallon, o ato motor antecede o ato mental durante o crescimento infantil, só posteriormente é que a criança vai adquirindo coordenação motora e assim, o ato mental vai gradativamente sobrepujando o ato motor.

Para melhor elucidar as ideias de Wallon, citamos Galvão (1995):

As dificuldades da criança em permanecer parada e concentrada como a escola exige testemunham que a consolidação das disciplinas mentais é um processo lento e gradual, que depende não só de condições neurológicas, mas também está estreitamente ligada a fatores de origem social, como desenvolvimento da linguagem e aquisição de conhecimento (GALVÃO, 1995, p. 76).

Com base nas concepções desses autores, percebemos que o corpo pode e deve estar envolvido no processo de musicalização desde a mais tenra idade. Dessa forma, resolveu-se categorizar alguns temas a partir de pilares pedagógicos para a elaboração das atividades de musicalização. Estes pilares serão elencados e explicados mais adiante.

Apresentação de dados

Foram escolhidas algumas atividades para descrição deste trabalho a partir das experiências mais significativas no decorrer da minha formação e atuação como estagiária na UUNDC.

O processo metodológico de ensinagem musical foi construído sobre alguns pilares pedagógicos, como: a autonomia das crianças, interdisciplinaridade das artes, o protagonismo infantil, movimento corporal e repertório universal (com ênfase em ritmos brasileiros). Para este repertório foram escolhidas músicas do cancioneiro popular, folclóricas e que privilegiassem as brincadeiras populares (por trazerem muitas vezes o movimento corpóreo expresso em suas letras)[4].

As canções e vivências foram pensadas como uma maneira de proporcionar os primeiros contatos na percepção dos sons do corpo, sons da natureza (chuva, trovões, vento, água, barulhos do ambiente, canto dos pássaros), timbres, pausas (silêncio), instrumentos musicais (violão, percussão, teclado, flauta), melodias, sete notas musicais, cantigas e brincadeiras de roda, intensidades (forte, fraco) e improviso musical e rítmico-corporal.

A escolha do repertório se deu pela movimentação corporal que se podia fazer durante a música, como forma de encantar as crianças, de facilitar a compreensão, o trabalho com a coordenação motora e incentivar a percepção do próprio corpo, do convívio, estimulando o respeito, o toque, a expressão corporal (integrada a voz). É o caso da vivência com a música “Ciranda do anel” (de autoria de Bia Bedran), que aconteceu como segue:

  • A música é ensinada e cantada enquanto é realizada a tradicional brincadeira do “Passa Anel”.
  • A educadora passa um anel entre as mãos deles e, em seguida, uma criança por vez é escolhida para passar o anel de mão em mão, depositando o anel entre as mãos de uma criança escolhida por quem estiver passando o anel.
  • É solicitado que a turma tente adivinhar com quem estaria o anel no fim da música.

Essa atividade contribui para as primeiras estimulações cíclicas do pulso da música e o estímulo à perda do medo do contato entre eles.

Também trabalhamos histórias musicais cumulativas (folclóricas, de teatro musicado com bonecos fantoches). Um exemplo de canção cumulativa utilizada nas aulas e considerada uma crônica musicada de rico estímulo para a memória das crianças é a “História da Coca”. Os versos vão sempre anexando um elemento e a história contada vai se revezando com a música: “...Cesteiro quebrou minha navalha/ Navalha que a lavadeira me deu/ Lavadeira gastou meu sabão/ Sabão que a parede me deu/ Parede comeu meu angú/ Angú que minha vó me deu/ Minha vó comeu minha Coca/ é coca recoca que o mato me deu”.

Uma das canções que também exemplificam essa fusão entre movimento corporal, voz e música, e que foi uma das mais solicitadas pelas crianças, sendo, por isso, usada com certa frequência, foi a brincadeira de nomes “História da Cobra” (Figura 2), que se desenvolve da seguinte maneira: as crianças, ao serem mencionadas na música, cantam os versos; em seguida, elas passam por entre as pernas dos coleguinhas, montando desta forma, o rabo da cobra (tendo seu nome incluído nos versos da canção e seu corpo, junto com os dos coleguinhas, como um formante do corpo da cobra): “Essa é a história de uma cobra/ que desceu o morro/ para procurar um pedaço do seu rabo/ Chiquinho é/ um pedaço do seu rabo...” .

FIGURA 2 - Crianças do Infantil 04, participando da atividade “História da Cobra”.

 

Fonte: arquivo pessoal

Outro aspecto bastante trabalhado foi a autonomia das crianças. Para clarificar melhor esse conceito trabalhado será descrita a atividade do “Procurando o meu galinho”, com a música "O meu galinho", na qual:

  • Primeiro é escondida uma estátua de galo azul no Jardim (um falso galo);
  • Depois, é contada uma história sobre como o galo havia desaparecido e que estaria sendo procurado por sua família;
  • Só então é ensinada a música, para que eles memorizem as características do galo;
  • As crianças são conduzidas ao jardim para procurarem o galinho perdido;
  • Neste momento é apresentada a eles uma marionete de galo (feito de cabaça), envolvida em um pano;
  • As crianças retornam com o galo falso;
  • A canção é novamente cantada e as crianças são questionadas se o galo descrito fora igual ao encontrado, pois a letra descreve um galo branco e amarelo diferentemente do galo azul encontrado.

Em uma das aulas na qual se utilizou esta brincadeira, as crianças perceberam a diferença e ficaram encantadas com o boneco, cantaram e manipularam o boneco pela escola. Durante o ato de brincar, ao vivenciar a cena e dramatizar a historia (em contraposição a apenas cantar a canção), a brincadeira possibilita às crianças uma apropriação da música. O brincar proporciona a elas conhecer e descobrir seu próprio mundo, dando à música (transformada em história) um sentido mais concreto.

Para explicar melhor o significado do brincar, para a criança usaremos o pensamento de Kishimoto:

O brincar é a atividade principal do dia a dia. É importante porque dá o poder à criança para tomar decisões, expressar sentimentos e valores, conhecer a si, os outros e o mundo, repetir ações prazerosas, partilhar brincadeiras com o outro, expressar sua individualidade e identidade, explorar o mundo dos objetos, das pessoas, da natureza e da cultura para compreendê-lo, usar o corpo, os sentidos, os movimentos, as várias linguagens para experimentar situações que lhe chamam a atenção, solucionar problemas e criar. Mas é no plano da imaginação que o brincar se destaca pela mobilização dos significados. Enfim, sua importância se relaciona com a cultura da infância que coloca a brincadeira como a ferramenta para a criança se expressar, aprender e se desenvolver (KISHIMOTO, 2009, p. 1).

Análise de dados

O primeiro passo da análise foi a construção de um conjunto de categorias descritivas. Para tal, foram feitas várias leituras dos dados colhidos e produzidos no decorrer da experiência. Após a análise individual dos dados, o próximo passo foi procurar convergências, sentidos opostos e complementares entre eles, para explicitar e compreender os resultados.

Para buscar a compreensão do fenômeno pesquisado, foram definidas algumas categorias encontradas, elencadas a seguir.

Trabalhar a autonomia das crianças foi algo muito exercitado na vivência “Procurando o meu galinho”, na qual as crianças se mobilizavam pelo encantamento do enredo da história, pela curiosidade em procurar o galo perdido e em ajudar uma pessoa (descrita na letra da música) que tinha perdido seu “Galinho”, pois fazia três noites que não dormia.

No livro Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire comenta que “(...) no saber de que a pedra fundamental é a curiosidade do ser humano. É ela que me faz perguntar, conhecer, atuar, mais perguntar, re-conhecer” (FREIRE, 1996, p. 52). Percebeu-se, na atividade descrita acima, quão importante foi instigar a curiosidade das crianças, para que elas pudessem conquistar a autonomia de ir atrás do conhecimento, no caso, encontrar o galo, depois perceber que ele era falso e só assim descobrir o verdadeiro.

Outra categoria utilizada para a elaboração das atividades foi a interdisciplinaridade das artes, no uso do teatro de fantoches, da pintura, do desenho, da música, da contação de histórias, da dança. Santos, refletindo sobre a essência do pensamento de Dalcroze, aponta que

(...) é necessário que o professor não se prenda a métodos antigos, mas, sim, procure experimentar, reavaliar, estudar e refletir constantemente. A interdisciplinaridade de Dalcroze e seu sentido na contemporaneidade constituem-se de conhecimentos indispensáveis para a Educação Musical atual (SANTOS, 2009, p. 07).

Entrar em contato com as ideias de Dalcroze norteou a escolha de um repertório que contemplasse ritmos brasileiros e o movimento corporal. Para este autor, cada país tem seus ritmos, e o ensino da música deveria privilegiar a cultura de cada povo. Além disso, sua proposta nos ajudou a priorizar a escolha de um repertório que privilegiasse o ritmo, o movimento corporal e o uso das brincadeiras coletivas populares respeitando as tradições e cultura brasileira. Houve uma busca em tornar as atividades musicais motoramente compatíveis com as idades dos estudantes, bem como aprazíveis.

Considerações finais

Durante dois anos letivos desenvolvemos atividades interdisciplinares que envolvessem música corpo e encantamento com crianças na faixa etária de 03 e 04 anos, com a proposta de musicalização infantil na UUNDC. A partir das experiências relatadas, pudemos perceber que embora existam muitos manuais e métodos já prontos, o que realmente faz a diferença, nesse processo de ensino e aprendizagem, é perceber as necessidades da turma, é “olhar nos olhos” das crianças, pesquisar, adaptar e criar vivências de acordo com o universo infantil em questão. Este que é muito influenciado pela cultura, história de vida, interação com a turma, confiança no professor e didática adequada.

Esse trabalho teve como foco conhecer as crianças, encantá-las a cada aula (ludicamente), sensibilizá-las para receber a música, para a integração dos facilitadores/estagiários à turma, fazendo com que as crianças confiassem nos mesmos, que inicialmente eram estranhos às turmas, porque o estágio só acontecia uma vez por semana.

As principais dificuldades encontradas foram o desgaste físico com o trabalho, pois como as crianças têm um jeito muito intenso de aprender, era necessário sempre ter prontas várias atividades, porque logo elas assimilavam e tinha-se de partir para outra.

Outro desafio foi construir um diversificado conhecimento de atividades, de métodos, de canções, de brincadeiras, o que exige um grande empenho do professor/estagiário em criar atividades de acordo com a necessidade da turma.

Outro ponto desafiante é a escassez de professores de música, o que faz com que o estagiário assuma a turma antes do período de observação, ou seja, atuando, de fato, como professor.

A apresentação dos resultados denota os episódios que identificam momentos importantes onde a música e as atividades, em geral, moveram o interesse e engajamento das crianças, fomentando o protagonismo infantil. Isso é uma clara demonstração de que elas se envolveram com o assunto, com a música, com o momento coletivo, com a espontaneidade das ações corporais, da memória, percepção, concentração e da autonomia.


Referências

ARAÚJO, Miguel Almir Lima de. Os sentidos da sensibilidade e sua fruição no fenômeno do educar. Educação em Revista. Belo Horizonte, v.25, n.02, p.199-222, 2009.

CARRETERO, Mario. Construtivismo e educação. Artemed, 2002.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

GALVÃO, Isabel. Henri Wallon. São Paulo, Editora Vozes, 1995.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogos infantis: o jogo, a criança e a educação. 15ª. ed. Petrópolis: Ed.Vozes, 2009.

MADUREIRA, J. R. Émile Jaques-Dalcroze: sobre a experiência poética da rítmica: uma exposição em 9 quadros inacabados. 2008. 191 f. Tese (Doutorado em educação). Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, 2008.

SANTOS, R. M. S. Jaques-Dalcroze, avaliador da instituição escolar: em que se pode reconhecer Dalcroze um século depois? Revista Debates n. 4, PPGMus UNIRIO, 2001, p. 07-48. Disponível em: http://www.seminariodosul.com.br/site/pdf/dalcrozeavaliador.pdf Acesso em 10/10/2009.

VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.

 


[1] Por Construtivismo entende-se que o conhecimento humano é algo construído pela interação de fatores internos, individuais e do meio externo em que o indivíduo está inserido. A teoria construtivista descreve o conhecimento como algo em constante transformação, não objetivamente, mas edificado internamente sob a influência sociocultural (CARRETERO, 2002).

[2] Vários estudos científicos apontam que as interações entre as pessoas provocam estímulos cerebrais proporcionando aprendizagem e o desenvolvimento. Vygotsky (1984) mostrou que as crianças têm seu desenvolvimento organizado nas interações: as crianças se desenvolvem nas e pelas relações interpessoais. O desenvolvimento integral da criança recebe forte influência da forma como elas interagem, mas faz-se necessário considerar a relevância da qualidade dessas interações na família e nas instituições de Educação Infantil.

[3] A plataforma virtual Sócrates (Sistema Online para Criação de Projetos e Comunidades) é um ambiente colaborativo baseado na Web que possibilita a criação de projetos e comunidades de aprendizagem, de modo a contribuir para a melhoria da formação e prática pedagógica cotidiana de professores e pesquisadores vinculados à UFC. A plataforma é acessível em http://www.virtual.ufc.br/socrates.

[4] Um exemplo da utilização do repertório é a canção “Oh linda rosa juvenil”. De origem europeia, a canção, que faz parte do cancioneiro infantil, foi cantada tendo como acompanhamento instrumental um arranjo percussivo montado sobre o ritmo maracatu do Ceará (sotaque Az de Ouro).